CPS integra parceria para produzir 2 milhões de máscaras


9 de abril de 2020

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Carreta do Via Rápida Emprego conta com todos os cuidados de proteção e isolamento para confecção das peças | Foto: Divulgação

Carreta do Via Rápida Emprego conta com todos os cuidados de proteção e isolamento para confecção das peças | Foto: Divulgação

O Governador João Doria anunciou nesta quinta-feira (9), em conjunto com a Prefeitura de São Paulo, uma parceria para a produção de 2 milhões de máscaras sociais. Metade deste volume será feita por meio de um investimento de R$ 2,5 milhões doados pelos bancos privados Itaú, Santander e Bradesco. Já a outra metade será financiada pelo município. O objetivo do projeto é confeccionar e distribuir as máscaras de tecido para comunidades carentes da Capital e de outros seis municípios até o fim de maio. A iniciativa do Estado prevê a remuneração de 740 profissionais de costura por meio do Instituto BEI e do Instituto Rede Mulher Empreendedora.

“A confecção será realizada por costureiras, mulheres destas comunidades carentes, que vão receber R$ 2 por máscara produzida. A remuneração pode ultrapassar R$ 80 por dia. É uma medida que atende uma necessidade de saúde pública, de geração de renda e de proteção social”, afirmou Doria. 

A primeira ação começou nesta semana na Escola Técnica Estadual (Etec) de Heliópolis, na zona sul, com a presença de uma unidade móvel (carreta) de Confecção Industrial do Programa Via Rápida, realizado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado em parceria com o Centro Paula Souza (CPS). As máscaras são produzidas dentro da carreta com todos os cuidados de proteção e isolamento necessários por 14 costureiras e costureiros da própria comunidade.

Na segunda-feira (13), entram em operação mais duas carretas no Centro Educacional Unificado (CEU) Água Azul, na Cidade Tiradentes, zona leste de São Paulo, e na Etec de Esportes, no Parque Novo Mundo, zona norte da Capital. Além disso, outros dois grupos de costureiras vão trabalhar nas Etecs Abdias do Nascimento, no Jardim Parque Morumbi, na zona sul, e Itaquera 2, na zona leste.

Ao longo da próxima semana, terá início a produção de máscaras na sede do Fundo Social de São Paulo (Fussp), na Água Branca, e em unidades do Centro de Integração da Cidadania (CIC), da Secretaria da Justiça e Cidadania, nos bairros Barra Funda, Capão Redondo e Jaraguá, na Capital, e em Ferraz de Vasconcelos e Guarulhos. Também começará a produção em duas outras carretas: na Etec Carolina Carinhato Sampaio, no Jardim Vergueiro, na zona sul, e na Etec Sapopemba, na zona leste, além das oficinas na Etec Carlos de Campos, no Brás, e em outras unidades do CPS nos municípios de Cerquilho, Ibitinga, São José do Rio Preto e Peruíbe.

Todo o material utilizado foi fornecido pelos parceiros da iniciativa privada.

Máscaras contra o coronavírus

As máscaras sociais não têm objetivo médico. A utilização da peça visa a proteção mútua. Em residências onde habitam várias pessoas a máscara pode ajudar na prevenção, sem substituir as orientações das autoridades de saúde, como isolamento social, higienização regular das mãos, não compartilhamento de objetos de uso pessoal, entre outras recomendações.

A carreta do Via Rápida, que possui área interna de aproximadamente 60 metros quadrados, é equipada com sala de aula, mesas de corte, máquinas de costura profissionais e tábuas de passar industriais. Para se adequar às regras sanitárias, foi instalada uma cortina de isolamento entre os postos de trabalho. Também foi adotado o distanciamento mínimo entre cada profissional que divide o espaço.

Dicas de como manusear a máscara:

Lave as mãos antes de colocar a máscara;
Cada peça é de uso individual;
Ela deve cobrir o queixo e o nariz;
Não deixe a máscara frouxa no rosto;
Não toque no pano e não remova a máscara ao falar;
Tire a máscara pelas alças laterais, sem tocar no tecido;
Por fim, faça a higienização com água e sabão após o uso.