Pesquisa revela importância da comunicação inclusiva no CPS


28 de agosto de 2019

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Material produzido pelo CPS para incentivar o combate ao preconceito tem avaliação positiva de 93% dos leitores | Foto: Roberto Setton

Uma pesquisa do Centro Paula Souza ouvindo 1.600 entrevistados entre diretores, professores, funcionários e alunos de Escolas Técnicas (Etecs) e Faculdades de Tecnologia (Fatecs) estaduais aponta um grande interesse e necessidade de informação a respeito da inclusão racial, de gênero e de pessoas com deficiência. A consulta foi feita para avaliar a adesão ao Guia de Comunicação Inclusiva, desenvolvido pela Assessoria de Comunicação (AssCom) da instituição, com intuito de orientar sobre como lidar com situações envolvendo esses temas no ambiente escolar. Gratuito e disponível na internet, o Guia recebeu Certificado de Excelência do Sabre Awards 2019, premiação latino-americana para iniciativas na área de Comunicação.

Do total de entrevistados que afirmaram conhecer o material, 72,3% pretendem utilizá-lo ou já o utilizaram em situações de sala de aula num período de três meses desde o lançamento até a realização da pesquisa. Entre os respondentes, 93% declararam que consideram o Guia “bom” ou “muito bom”. A pesquisa também registrou mais de 300 comentários elogiosos e sugestões para desenvolvimento de materiais posteriores sobre o assunto.

“O guia é um ótimo instrumento de orientação sobre o tema. Quem não atua na área de comunicação inclusiva muitas vezes não conhece termos adequados para uso ou diferenças entre termos, e o guia faz os devidos esclarecimentos que permitem melhorias na nossa comunicação cotidiana”, afirmou um dos participantes. “Achei uma iniciativa maravilhosa, que deveria ser utilizada em todas as empresas, já que infelizmente esses assuntos são tabus na educação básica brasileira, e só descobrimos esses preconceitos quando adultos”, sugere outro.

Cenário nacional

Segundo relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), 43% das crianças e jovens do Brasil sofrem bullying em algum momento da vida. A maioria dos casos reportados pelas vítimas foi motivada por aparência física, gênero, orientação sexual ou etnia. Neste contexto, o material entra como um aliado para lutar contra a intolerância nas escolas de maneira simples e didática.

A cartilha é dividida em seções que abordam temas relevantes para o debate sobre tolerância na sala de aula. Além de esclarecer quais expressões devem ser evitadas no dia a dia, para a manutenção de uma convivência saudável, traz ainda definições de siglas e expressões usadas com frequência de maneira errônea.  Assim, o material pode ser usado para debater maneiras de combater o preconceito contra pessoas com deficiência, população LBGT e afrodescendentes, além de abordar as questões da equidade de gêneros e estereótipos.

Considerando o fato de que 66% dos brasileiros são usuários frequentes das redes sociais, o Guia também possui uma seção voltada à comunicação via internet, que pode ser utilizada para a manutenção de diálogos saudáveis e cordiais nas redes sociais

Acesse o Guia aqui.


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