Fórum da Educação Profissional discute tecnologia no ensino

19 de junho de 2018

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Almério Melquíades de Araújo ressaltou importância de preparar profissionais para as constantes atualizações tecnológicas | Foto: Divulgação

O Centro Paula Souza (CPS) promoveu nesta terça-feira, 19, a 22ª edição do Fórum da Educação Profissional do Estado de São Paulo (Fepesp). O evento reuniu cerca de 200 profissionais de diferentes instituições de ensino, na sede do CPS, para debater o tema Inovação na Educação Profissional e Tecnológica: As Tecnologias no Desenvolvimento Curricular.

Na abertura do encontro, o coordenador de Ensino Médio e Técnico do CPS, Almério Melquíades de Araújo, destacou a importância de formar profissionais preparados para enfrentar as constantes atualizações tecnológicas nas áreas em que atuam. “Não basta ter bons equipamentos. É necessário preparar pessoas com novas atitudes, novas formas de aprimorar os processos de produção. Hoje é preciso focar no empreendedorismo e nas competências socioafetivas, com currículos que propiciem aos alunos a capacidade de se adaptar ao longo da carreira diante das inovações tecnológicas”, ressaltou.

No decorrer do evento, foram discutidas estratégias de qualificação dentro da nova sociedade digital, com a presença de especialistas das quatro instituições que compõem o Fórum: CPS, Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac-SP), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-SP) e Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP), além do Sindicato dos Técnicos Industriais de Nivel Médio do Estado de São Paulo (Sintec-SP), do Sindicato dos Tecnólogos do Estado de São Paulo e do Conselho Regional de Química – IV Região (CRQ-IV).

Também houve mesas-redondas com as participações de André Portela Fernandes de Souza, da Fundação Getúlio Vargas, e Osvaldo Lahoz Maia, do Senai-SP.

Nos debates ficou evidenciada a atenção das instituições que compõem o fórum para a modificação dos currículos dos cursos, visando atender às demandas geradas por novas tecnologias e a chamada indústria 4.0. “Para isso precisamos estar junto com o setor produtivo e fortalecer a colaboração entre as instituições de educação profissional”, disse o diretor do Senai Armando de Arruda Pereira, de São Caetano do Sul, Osvaldo Padovan. As mudanças para acompanhar a revolução tecnológica em curso nos setores produtivos, contudo, não se restringem à matriz curricular, mas também fortalecem a adoção de metodologias ativas de aprendizagem e outras ações que mudam a própria rotina escolar, conforme indicaram os debatedores.