Aluna da Fatec usa pelos de cães para criar colchonete

16 de fevereiro de 2022

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Produto de baixo custo criado pela estudante Ana Beatriz dos Santos tem potencial de alto impacto social | Foto: Divulgação

Além de melhor amigo, o cachorro pode ser também um fiel guardião do meio ambiente. Essa ideia inspirou a estudante do curso de Têxtil e Moda, da Faculdade de Tecnologia do Estado (Fatec) Americana, Ana Beatriz dos Santos, a desenvolver um colchonete utilizando o pelo de cães e retalhos que são descartados por pet shops e confecções têxteis.

Os materiais são higienizados e reaproveitados na produção do colchonete que foi projetado para atender a população em situação de rua. Pela originalidade e adequação ao 1º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS), relacionado à erradicação da pobreza, o projeto Cão Amigo foi um dos vencedores da 13ª Feira Tecnológica do Centro Paula Souza (Feteps), realizada em 2021.

Resultado do Trabalho de Conclusão do Curso (TCC) da aluna, o desenvolvimento do colchonete envolveu conhecimentos de outras disciplinas do curso como Meio Ambiente. “Os testes demonstraram que o pelo do cachorro garante um conforto térmico semelhante ao da lã de ovelha e pode proporcionar uma sensação de dignidade, reduzindo o sofrimento e impactando positivamente o psicológico da população em situação de rua”, explica Ana Beatriz.

Outros benefícios da fabricação do colchonete são a abundância dessas matérias-primas, que são encontradas a um custo quase zero, além da possibilidade de reduzir os resíduos que seriam destinados aos aterros sanitários.

Para confecção do protótipo, a estudante conseguiu doações de um pet shop e descartes da indústria têxtil. A jovem ressalta ainda a relevância do projeto porque a cidade de Americana possui muitos pet shops e é um polo têxtil referência na região.                 

Colchonete solidário

A elaboração do TCC foi coordenada pela professora Maria Adelina, que destacou como o projeto Cão Amigo pode colaborar para a redução do sofrimento dos cidadãos em situação de rua: “A viabilidade do projeto foi confirmada pelo Fundo Social de Solidariedade de Americana que esteve representado na banca de avaliação do trabalho”, afirmou. A presidente da entidade e primeira-dama, Lionela Ravera Sardelli, avaliou o TCC com nota máxima e reforçou o potencial do protótipo para minimizar as condições críticas da população em situação de rua.   

Para a docente, o projeto se destacou também porque tem o propósito de ajudar as pessoas em situação de vulnerabilidade social – desafio estratégico nesse período de pandemia. A 13ª Feteps premiou também os trabalhos da Etec Irmã Agostina, na Capital, e da Fatec Itaquaquecetuba, Região Metropolitana de São Paulo.   

Confira abaixo o vídeo sobre o projeto: