O projeto da Fatec Pompeia, em parceria com a Bayer, envolveu dois docentes e quatro estudantes e deve continuar no próximo semestre; atuação em tempo real alia teoria e prática
Da esq. para a dir., Luis Otávio, Edneia, Carlos Daniel e Luiz Gustavo, o grupo dos plantões: aprendizado em tempo real | Foto: Divulgação
Alunos da Faculdade de Tecnologia do Estado (Fatec) Pompeia – Shunji Nishimura participam do programa Hub Bayer Valora Milho, uma plataforma digital que atende dúvidas de técnicos agrícolas e equipes de campo durante a safra, aumentando assim a sua produtividade e rentabilidade.
Por meio da Fundação Shunji Nishimura de Tecnologia, a Fatec Pompeia selecionou quatro estudantes do quinto e do sexto semestre do curso Mecanização em Agricultura de Precisão para compor o Hub, que atua com um quadro de 57 profissionais. “A seleção devia identificar candidatos com alto nível de comprometimento, responsabilidade e uma base sólida de conhecimento técnico”, explica Antonio Cesar Dall’Evedove, coordenador do projeto.
“O grupo de estudantes fica de plantão para receber demandas que chegam por meio de um grupo de operações, dúvidas sobre maquinário, prescrições de plantio e outros desafios do campo que os técnicos nem sempre conseguem resolver sozinhos”, explica o professor. Os estudantes ajudam a identificar o problema e direcionar a solução, complementando o trabalho dos especialistas da Bayer”, completa.
Banco de informações
Nessa integração entre a faculdade e o mercado, o aluno adquire experiência, aumentando sua qualificação profissional. “Ao lidar com problemas reais, em tempo real, e interagir com especialistas do setor, eles vivenciam uma transição concreta da teoria para a prática”, avalia Marisa Faulin, diretora da unidade.
A estudante Edneia Vanessa de Oliveira, que participou dos plantões, aprovou a experiência. “Na Fatec, aprendemos tanto a teoria quanto a prática, mas a vivência do dia a dia no campo e a abordagem de problemas reais nos proporcionaram um conhecimento mais sólido, uma preparação para o mercado de trabalho”, considera. Edneia teve a companhia dos colegas Carlos Daniel Guarino, Luis Otávio da Costa Hisamtsue e Luiz Gustavo de Souza Ferreira nos plantões, feitos sempre em dupla.
O projeto permitiu ainda a criação de uma base de dados sobre as principais dificuldades encontradas no campo. Para Evedove, “esse banco de informações pode contribuir para a evolução contínua das práticas agrícolas e para a melhoria dos processos adotados pelas equipes técnicas”, conta. “A longo prazo, a iniciativa avança para uma proposta ainda mais ambiciosa: a criação de um ecossistema integrado de suporte, monituramento e inovação para o agro”, acredita o professor. A parceira deve continuar no próximo semestre. Edneia apoia: “aprendi muito nesses meses e pretendo continuar no projeto, que deixa claro como é importante a parceria empresa e instituição acadêmica”.