Alunos de Etec classificam-se para competição de satélites


3 de junho de 2020

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Rafael César, Juno Higgeti e Vinicius Barnabé integram a equipe Alpha, uma das 10 finalistas na categoria CanSat | Foto: Reprodução

Rafael César, Juno Higgeti e Vinicius Barnabé integram a equipe Alpha, uma das 10 finalistas na categoria CanSat | Foto: Reprodução

Desenvolver o protótipo de um nanossatélite para promover o estudo de tempestades violentas e oferecer soluções para prevenir acidentes. Este é o desafio de uma equipe formada por três estudantes do curso técnico de Automação Industrial da Escola Técnica Estadual (Etec) Profª Ilza Nascimento Pintus, de São José dos Campos. O trio foi selecionado entre os 10 grupos finalistas na categoria CanSat da terceira edição do CubeDesign, competição latino-americana de desenvolvimento de nanossatélites organizada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Orientada pelo professor Marcos Mesquita, a equipe Alpha, formada pelos alunos Juno Higgeti, Rafael César e Vinicius Barnabé, deverá desenvolver um modelo de satélite para ser apresentado e lançado durante a competição. O evento estava previsto para ocorrer no próximo mês de julho, na sede do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos, mas por conta das restrições causadas pela pandemia do novo coronavírus foi adiado para o mesmo período do ano que vem.

Contagem de relâmpagos

A categoria CanSat (satélite de lata) é voltada para estudantes de graduação, Ensino Médio e Técnico. Nesta edição, o objetivo é promover o estudo de tempestades violentas e apresentar soluções para identificação e contagem de relâmpagos, prevenindo os riscos que as descargas elétricas podem gerar tanto em terra quanto em rotas aéreas.

Os protótipos podem ter de 10 a 12 centímetros de comprimento, por 5 a 6 centímetros de diâmetro. Devem cumprir quatro desafios: missão de contagem de relâmpagos, coleta de dados durante o voo, sobrevivência ao voo e pouso controlado. O lançamento é feito no campo de futebol usando como propulsão um foguete de garrafa PET, que permite ao satélite atingir uma altura mínima de 20 metros.

O aluno Juno Higgeti conta que a equipe está estudando a utilização de materiais leves, resistentes e de baixo custo para a construção do equipamento. “Estamos aproveitando o tempo livre da quarentena para desenvolver o sistema e a estrutura da composição, de modo que atenda aos requisitos básicos da categoria e alcance resultados ainda maiores como um diferencial para somar pontos na disputa”, ressalta. Veja o vídeo de apresentação da equipe.

Para o professor Marcos Mesquita, a competição é uma oportunidade de estimular nos jovens o interesse pelo setor espacial, além de despertar o aprendizado na prática. “É um laboratório de múltiplas conexões, em que os estudantes trabalham conceitos de prototipagem, transmissão de dados, radiocontrole e mecânica. Tudo de forma integrada e sistemática. As provas são desafiadoras e as trocas de experiências com os outros competidores também ajudam a difundir conhecimentos na área espacial entre as novas gerações”, destaca.

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