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Ex-aluno da Fatec Itapetininga se torna professor do ITA

Depois de concluir mestrado e doutorado, Maylon prestou concurso para professor do ITA, uma das universidades mais concorridas do país; mesmo sem grandes expectativas, ele passou – em primeiro lugar

20 de março de 2026 7:39 am Fatec, Institucional

Sem parar de estudar em nenhuma etapa de sua vida, Maylon Macedo chega à docência do ITA | Foto: Divulgação

Para Maylon Macedo, de 30 anos, estudar é uma atividade tão prazerosa que ele não pretende parar tão cedo. Depois de ingressar no curso superior de tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas na Faculdade de Tecnologia do Estado (Fatec) Sorocaba, formação que que ele concluiu na Fatec Itapetininga, Maylon emendou uma pós-graduação no Instituto Federal de São Paulo (IFSP), em Informática Aplicada à Educação. Seguiu-se o mestrado e o doutorado, ambos em Ciência da Computação, na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

No dia 2 de março ele experimentou um novo tipo de desafio em uma sala de aula: estreou como professor no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos, uma das universidades públicas mais difíceis e disputadas do país. Maylon credita o fato quase ao acaso: “foi uma coincidência de datas”, comenta.

O ex-aluno concluiu o doutorado em agosto de 2025. Em setembro, deparou-se com o edital para o concurso do ITA. Prestou o exame em seguida. Dezembro chegou com o resultado: ele não só passou como conquistou a vaga em primeiro lugar. Tornou-se, assim, professor da área de Engenharia de Software e Banco de Dados.

Maratonas de programação

A docência já estava em seus planos. Tanto que chegou a dar aulas na Fatec Itapetininga, cidade de sua família. “Tive o prazer de coordenar e treinar as equipes da Fatec nas maratonas de programação”, lembra.

Em seu tempo de estudante na unidade, as maratonas, organizadas pela Sociedade Brasileira de Programação e muito disputadas pelos universitários, tinham sido a melhor surpresa entre metodologias utilizadas na faculdade para envolver – e desenvolver – os alunos. “O resultado de participar dessas competições é se tornar um ótimo profissional”, diz. “Espero fazer algo muito semelhante para os meus alunos, quero que eles vivam a experiência de estudar por prazer e não por obrigação”, reflete Maylon, que já se prepara para o pós-doutorado. Parar de estudar não é mesmo uma opção.

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