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Etecs e Fatecs incentivam mulheres na ciência

Etecs E Fatecs Incentivam Mulheres Na Ciência
Joana D'Arc Félix e Havilla Matos, aluna que se inspirou na trajetória da educadora para seguir carreira na ciência | Foto: Divulgação

Atualizado em maio de 2019

A igualdade de gênero ainda é um desafio a ser alcançado em setores como ciência, tecnologia, engenharia e matemática, tanto em cursos superiores quanto no mercado de trabalho. Para chamar a atenção sobre a participação de mulheres nessas áreas e celebrar conquistas de cientistas do mundo todo, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e a ONU Mulheres criaram o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, comemorado em 11 de fevereiro.

As Escolas Técnicas Estaduais (Etecs) e Faculdades de Tecnologia (Fatecs) do Estado então repletas de exemplos de mulheres apaixonadas por ciência e tecnologia. Uma das histórias mais notáveis é de Joana D’Arc Félix, professora da Etec Professor Carmelino Corrêa Junior, de Franca, que nasceu em uma família humilde e superou preconceitos, tornando-se cientista e conquistando mais de 80 prêmios ao longo de sua carreira.

A história da educadora serviu de exemplo para que Havilla Matos, de 23 anos, se apaixonasse por ciência. “Estudei em um colégio onde sofri muito preconceito por parte dos colegas. Foi então que conheci a história da professora Joana, encontrei minha vocação e decidi seguir o mesmo caminho. Hoje eu sei que nasci pra isso”, conta a jovem, que está no terceiro módulo do curso técnico de Meio Ambiente da Etec de Franca.

A estudante desenvolve uma pesquisa voltada para a filtragem de água por meio de escamas de peixes. “Identificamos alguns dos compostos químicos resultantes da produção de couro na cidade que podem poluir a água. Com o sistema proposto, produzimos água potável de maneira mais acessível, com o preço reduzido”, explica a aluna. O trabalho já foi apresentado em diversas feiras e congressos, além de ter sido selecionado para uma feira em Guadalajara, no México, que ocorrerá em julho.

Meninas na computação

A constatação de que ainda há poucas mulheres nas áreas de informática e computação foi o que levou a professora Grace Borges a criar o FaTech Girls na Fatec São Paulo, localizada no bairro do Bom Retiro, na Capital. Elen de Souza, aluna de Análise e Desenvolvimento de Sistemas, foi uma das fundadoras do grupo, que tem como objetivo unir as mulheres do curso e apresentar o universo da programação para alunas dos Ensinos Médio e Fundamental.

A equipe visita escolas públicas da Capital para apresentar o que é possível aprender e desenvolver em carreiras ligadas à Tecnologia da Informação, com palestras e oficinas de JavaScript, AppInventor, entre outras ferramentas. “Ainda temos poucas mulheres no curso, então o grupo foi essencial não apenas para nos unir, mas para chamar a atenção de outras pessoas da faculdade para a questão e despertar o interesse do público feminino pela área”, afirma Elen, que trabalha em uma consultoria e pretende seguir carreira como programadora IOS.

Acessibilidade e tecnologia

A ex-aluna Julia Guida, que cursou Análise e Desenvolvimento de Sistemas na Fatec Cruzeiro, a 200 quilômetros da Capital, encontrou na própria história a inspiração para seguir carreira no setor tecnológico. Tetraplégica e portadora de deficiência auditiva, Júlia utilizava o computador com o auxílio de um aparelho que identificava o movimento dos olhos para acionar comandos.

Para tornar o uso do computador e outras ações do dia a dia acessíveis a outras pessoas com deficiência, a jovem desenvolveu um aplicativo que permite ao usuário deslocar o mouse por meio de movimentos faciais na tela do computador. Com isso, é possível realizar operações rotineiras, como acender e apagar a luz, ligar e desligar a TV, entre outras.

A ferramenta também possui a função do “click do mouse” , para que um software ou app seja aberto quando o cursor for posicionado sobre um ícone por três  segundos.  “O projeto mostrou que é possível colaborar com a redução das dificuldades que as pessoas com tetraplegia enfrentam diariamente ao realizar atividades do cotidiano”, explica a professora da Fatec Cruzeiro Mary Yokosawa.

Júlia foi bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Tecnológica e Inovação (Pibiti) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e concluiu o curso na Fatec em 2018. O trabalho dela foi apresentado na 12ª Feira Tecnológica do Centro Paula Souza (Feteps 2018). Neste vídeo, Julia mostra o funcionamento do mecanismo que desenvolveu.

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