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Etec de Franca desenvolve pele artificial a partir de tecido de porco

Etec De Franca Desenvolve Pele Artificial A Partir De Tecido De Porco
Foto - Divulgação.

A Escola Técnica Estadual (Etec) professor Carmelino Corrêa Junior, de Franca, desenvolveu uma pele similar à humana a partir da derme de porcos. O projeto poderá contribuir para o abastecimento de bancos de pele especializados e de hospitais, além de baratear o custo de pesquisas, uma vez que a matéria-prima do animal é abundante e de baixo custo. A pele humana é um dos materiais menos captados pelos bancos de órgãos.

Coordenado pela professora Joana D’Arc Félix de Souza, o trabalho foi desenvolvido com a aluna Angela Ferreira de Oliveira, de 16 anos, do curso técnico em Curtimento. Elas se valeram do fato de a região de Franca ser polo produtor de calçados para investir no reaproveitamento dos restos de curtumes.

Na pesquisa, a pele do porco foi purificada, eliminando todo o material genético associado ao animal (células, proteínas degradadas e gorduras), e para assim obter uma matriz “limpa”. Após essa etapa, injetaram colágeno extraído do resíduo de couros, que reproduz os mesmos tecidos humanos, a fim de completar o espaço das impurezas retiradas e conservar as principais características da pele humana.

A pele suína tem uma composição 78% compatível com a humana e já é utilizada em enxertos temporários. “Estudos com pele de outros animais resultaram em transmissão de doenças. Como a pele do porco é compatível, não acontece esse problema”, explica Joana.

Testes

Outras instituições já desenvolvem peles artificiais, mas esbarram na questão do custo. “Os métodos para cultura de tecidos in vitro são muito caros e a escassez de áreas doadoras de pele complica a situação de quem precisa de transplante. Para se ter uma ideia, um metro e meio de pele produzido a partir do porco custa R$ 84,50. No caso da pele artificial, o mesmo tamanho pode chegar a R$ 5 mil”, ressalta a orientadora.

Amostras da pele desenvolvida em Franca já estão sendo testadas pela Universidade de São Paulo (USP). O próximo passo do projeto será adicionar leucócitos para dar coloração ao material. No Brasil, só existem três bancos de pele: em São Paulo, Recife e Porto Alegre.

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