Etec de Fernandópolis testa uso de drone em reflorestamento


28 de janeiro de 2020

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Maria Vitória, Luís Henrique, professor Fernando Landim e Isabela, durante cerimônia do Prêmio Eseg | Foto: Divulgação

Maria Vitória, Luís Henrique, professor Fernando Landim e Isabela, durante cerimônia do Prêmio Eseg | Foto: Divulgação

Cada vez mais presentes no cotidiano, os drones já são usados com frequência como recurso pedagógico nas unidades do Centro Paula Souza (CPS). Na Escola Técnica Estadual (Etec) Prof. Armando José Farinazzo, de Fernandópolis, um projeto testou, com sucesso, o reflorestamento feito com o uso desse tipo de equipamento.

A partir de uma equipe formada para participar da Fórmula Drone SAE Brasil, uma competição que incentiva os estudantes a construir aeronaves autônomas e com esses aparelhos realizar uma série de tarefas, alguns alunos decidiram pesquisar a possibilidade de uso dos aeromodelos na recuperação de áreas desmatadas.

O trabalho venceu o Prêmio Eseg de Gestão de 2019 na categoria Controles e Processos Industriais. Integraram o grupo os estudantes do curso técnico de Química integrado ao Médio Isabela Figueiredo Zarda, Luis Henrique Telles e Maria Vitória Moy Paulique. Eles foram orientados por Fernando Landim.

Uma das experiências que inspirou os jovens foi o uso da vespa Cotesia flavipes nas plantações de cana-de-açúcar para combater pragas. “Algumas empresas da região lançam as larvas desse inseto na lavoura com o uso de drones para fazer o controle biológico”, explica Landim.

O aeromodelo desenvolvido para o torneio foi adaptado e recebeu uma caixa para o armazenamento das sementes, que foram colocadas dentro de cápsulas biodegradáveis de amido. Goiabeira, amendoim-bravo, aroeira-pimenteira e santa-bárbara são algumas das espécies eleitas pelos jovens para a experiência, escolhidas por serem comuns em diversas regiões do País e terem crescimento rápido.

De acordo com o levantamento de informações feito pelo grupo, um drone é capaz de substituir a capacidade de plantio de 15 agentes de reflorestamento em campo. O uso do equipamento também evita que trabalhadores tenham de se expor aos riscos de entrar na mata para semear e permite acesso a áreas remotas.

Os estudantes concluíram que a aeronave atingiu os objetivos do trabalho com vôos precisos e distribuição correta das sementes pela área inicialmente delimitada. O resultado entusiasmou alunos e professores e a Etec deve seguir trabalhando com essa pesquisa. “Com o dinheiro que recebemos do Prêmio Eseg vamos comprar uma impressora 3D para aprimorar a construção de drones”, afirma Landim.