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Copa 2018: professor do CPS conta curiosidades da cultura russa

Copa 2018: Professor Do CPS Conta Curiosidades Da Cultura Russa
Valteir Vaz em visita a São Petersburgo, segunda maior cidade da Rússia e uma das sedes da Copa do Mundo | Foto: Arquivo Pessoal

Apesar da longa distância e das temperaturas distintas, Brasil e Rússia reservam muito mais características culturais em comum do que as pessoas imaginam. Diante da expectativa para a primeira Copa do Mundo realizada naquele país, o professor de línguas do Centro Paula Souza (CPS), Valteir Vaz, doutor em literatura e cultura russa, conta sobre curiosidades, costumes e semelhanças marcantes entre os dois povos.

“Quando a situação complica, dizemos que a ‘coisa tá russa’, mas a verdade é que nas práticas cotidianas, extremamente burocráticas por sinal, eles apresentam um comportamento muito parecido com o famoso ‘jeitinho brasileiro’, contornando os obstáculos nas formas mais criativas possíveis mas nem sempre politicamente corretas”, afirma.

Como exemplo, ele cita um caso noticiado recentemente, em que um milionário foi flagrado dirigindo uma ambulância falsa em Moscou. “Quando a polícia vistoriou o carro, ficou surpresa: nada de equipamentos médicos. Lá dentro havia sofás luxuosos e até uma televisão. Ao ser indagado sobre o porquê daquilo, o motorista disse apenas que era uma maneira de furar o trânsito”, conta.

Literatura

Vaz destaca que houve uma corrida nos últimos dez anos por publicações de escritores russos. “Os brasileiros amam a literatura da Rússia. Nunca se vendeu e traduziu tantas obras no Brasil”, ressalta. “O curioso é que as publicações mais apreciadas são do século 19 e em menor grau as obras do início do século 20 ou os livros modernos”, ressalta o professor, lembrando que os autores mais populares entre os brasileiros são Fiódor Dostoiévski e Liev Tolstói.

Para ele, o brasileiro gosta de temas profundos da condição humana e de experimentar emoções a partir dos dramas contidos na literatura russa, envolvendo casos de amor, ódio, assassinato, vingança, traição, sofrimentos e conflitos ideológicos. “Já as obras do século 20 são mais inventivas no que diz respeito à linguagem, o tema às vezes fica soterrado pelo burilamento formal e nem todo leitor está disposto a enfrentar textos assim”, diz. Em contrapartida, o educador conta que os russos são apaixonados por Paulo Coelho. “O escritor já teve cinco de seus livros na lista dos dez mais vendidos na Rússia”, lembra.

O professor destaca ainda o gosto dos russos pelas novelas brasileiras. “No início dos anos 1990, Escrava Isaura se tornou um grande sucesso no país inteiro. Diante de tantos problemas com as transformações políticas e econômicas, as pessoas encontraram uma distração ao acompanhar o drama da pobre moça brasileira.” No ano passado, Haja Coração também virou um fenômeno na internet e formou um fã-clube com mais de 35 mil pessoas na Rússia.

Copa do Mundo

Quando o assunto é a paixão pelo futebol, Vaz explica que os russos ainda são iniciantes no tema. “Embora estejam animados com a realização do mundial, o futebol não é o esporte mais famoso na Rússia”, conta. “Como se trata de um país frio, eles preferem as modalidades mais adequadas a esse tipo de clima, como o hóquei no gelo. Por isso, acho que teremos uma certa vantagem sobre eles durante a Copa”, brinca.

Confira outras curiosidades listadas pelo professor:

– O café sempre foi um dos produtos brasileiros mais notáveis nas prateleiras de supermercados, principalmente durante a União Soviética. Hoje, os russos importam carnes, açúcar, café, soja e outros itens primários.
– Os brasileiros são grandes importadores de produtos químicos russos, especialmente fertilizantes, além de materiais siderúrgicos.
– Há projetos de colaboração entre os dois países nas áreas de tecnologia nuclear e pesquisas aeroespaciais.
– O Brasil foi o primeiro país a ter uma filial do balé Bolshoi. A escola fica em Joinville e foi fundada em 2000. Até hoje recebe professores russos.
– Os russos gostam muito dos brasileiros e nos acham um povo alegre, principalmente por causa do carnaval do Rio de Janeiro, considerado “luxuoso e libertário”.
– Os imigrantes russos chegaram ao Brasil em diferentes momentos, particularmente durante as revoluções e as guerras, em 1905, 1917, 1949 e 1965. Para os Estados de Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul seguiram imigrantes interessados na agricultura. São Paulo e Rio de Janeiro foram escolhidos por russos intelectualizados devido às universidades e grandes orquestras. Quando cientistas, pesquisadores e intelectuais saem da Rússia, eles dão a esse fenômeno o nome de “fuga de cérebros”.

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