Na Etec e na Fatec de Esportes, estudantes como Fernando Blade, desenvolvem muitas potencialidades e unem paixões e aptidões para atuar em diversas carreiras
Estudante da Fatec Esportes, Fernando Blade trabalha como fotógrafo esportivo, unindo duas paixões | Foto: Divulgação
O fotógrafo Fernando Blade quase perdeu o prazo de inscrição para o Vestibulinho da Escola Técnica Estadual (Etec) de Esportes – Curt Walter Otto Baumgart, em 2023. Já era o último dia quando, ainda meio indeciso sobre que rumo dar à vida, se deparou com o curso Técnico em Organização Esportiva, que sequer sabia que existia, mas pareceu muito atraente para quem praticava capoeira desde os doze anos de idade e era habituado à prática de esportes.
Terminado o técnico na Etec, em dezembro de 2024, Fernando ingressou na Faculdade de Tecnologia do Estado (Fatec) Esportes, onde cursa Gestão Esportiva e de Lazer. Na Etec e na Fatec pôde unir a paixão pelo esporte com o amor que nutre pela fotografia.
Foi no “interlúdio pandêmico”, como o filósofo francês Alain Badiou definiu a pandemia de Covid, que Fernando interrompeu a faculdade de Educação Física – e conheceu os cursos online de fotografia, incentivado pelo irmão.
“Comecei com o meu celular”, ele conta, “ainda não tinha condições comprar uma câmera”. Pandemia esmorecendo, trabalhos esporádicos surgindo, e Fernando pôde dar o pontapé inicial no seu equipamento fotográfico, primeiro uma Câmara compacta, a Nikon Cooplix P510, em seguida uma Canon T7 e lentes 18-55mm e 75-300mm.
Indicação de professores
Na Etec, começou a trabalhar com eventos esportivos, como a Taça das Favelas, no Estádio do Canindé, indicado pelos seus professores, a quem não poupa elogios. “Eles são incríveis”, diz Fernando. “A Etec e a Fatec me transformaram”.
Em 2024, já de posse de registros profissionais que lhe permitem exercer a profissão de fotojornalista e de videomaker, o estudante entra em campo para fotografar competições profissionais, como os jogos das séries A e B, as divisões mais importantes do Campeonato Brasileiro de Futebol, além da Copa Brasil e do Paulistão, tanto o feminino quanto o masculino.
“Na Fatec, ele pode aprender e se aprofundar em temas relacionados ao esporte, e conquistar as devidas oportunidades na carreira”, comenta Vinícius Hirota, professor do curso de Educação Física, bacharelado recém – criado na Fatec Esportes.
Fernando Blade é nome que Fernando Roberto da Silva, hoje com 29 anos, assumiu desde o dia em que apareceu com o corte de cabelo do personagem do ator Wesley Snipes no filme Blade, o Caçador de Vampiros. “Era um dia muito ensolarado e eu estava de óculos escuros”, recorda. Assim, parecidíssimo com o personagem da Marvel, ele surgiu no encontro com seu grupo para representar uma roda de capoeira. Os colegas logo o associaram ao personagem, que ele ainda não conhecia.
O estudante conta que, historicamente, os jogadores de capoeira recebiam um apelido que protegia a sua identidade – resquícios de um tempo em que eram criminalizados. A prática de cunhar esse “segundo nome” permanece, e o apelido pode ser uma caracterísitca física ou um traço da personalidade, por exemplo. No caso dele, a semelhança era tão forte que ele pediu ao mestre que oficializasse o nome: Fernando Blade. É como ele assina seu trabalho, que pode ser visto no perfil @blade.fotografia, no Instagram.