Etec de Jundiaí oferece curso de Gestão de Equinocultura

10 de maio de 2018

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Primeiro módulo do curso certificou 30 alunos em Administração de Haras l Foto: Divulgação

Começa nesta sexta-feira, 11, o segundo módulo do curso gratuito de qualificação profissional em Gestão de Equinocultura na Escola Técnica Estadual (Etec) Benedito Storani, localizada em Jundiaí, na Região de Campinas. A capacitação abre a Semana Cultural Equestre do município, que vai até o dia 20.

O primeiro módulo, realizado de 13 a 15 de abril, certificou 30 alunos em Administração de Haras. Neste segundo, Tratador, os estudantes vão aprender como criar cavalos em regime de confinamento ou em campo, formação de pastagens, manejo reprodutivo, higiene e alojamento dos animais, entre outras funções. As aulas teóricas serão ministradas até sábado na Etec e as práticas, na Hípica de Vitória, no dia 18.

Os próximos quatro módulos serão Domador, Técnica de Casqueamento e Ferrageamento, Auxiliar de Inseminação de Cavalo, e Trotador. “São habilidades de baixa complexidade, mas que podem render bons salários para quem conseguir emprego em um haras, por exemplo”, explica a coordenadora da Unidade de Formação Inicial e Educação Continuada (Ufiec) do Centro Paula Souza, Clara Magalhães.

O curso foi elaborado por professores das Etecs em parceria com a Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM), Associação dos Médicos Veterinários de Jundiaí e Região (Amvejur), Romaria Diocesana Mista de Jundiaí e Sindicato Rural de Jundiaí.

Os alunos são certificados a cada módulo. Para receber o diploma de gestor de equinocultura, é necessário completar os seis módulos.

Grande investimento

Jundiaí e alguns municípios próximos, como Indaiatuba e Itu, concentram uma grande quantidade de pequenos, médios e grandes criadores de cavalos, principalmente da raça mangalarga, além de campos de polo equestre, haras e centros hípicos. O preço de um animal varia de R$ 15 mil a R$ 150 mil, e a manutenção pode ultrapassar R$ 10 mil mensais por cabeça.

“Os proprietários e os haras precisam de profissionais capacitados para cuidar adequadamente deste investimento”, diz Clara Magalhães. “Por isso fomos procurados por representantes de associações e criadores para desenvolver a qualificação. Como é um curso muito caro, a participação do setor produtivo foi fundamental, seja cedendo os cavalos ou espaço físico para as aulas.”