Pesquisas de estudantes sobre o guará vermelho e a coruja buraqueira serão apresentadas em um dos maiores eventos do gênero da América Latina, neste fim de semana, na Capital
Professor Rodrigo Ferraz em trabalho de campo com as alunas Alice (de branco) e Heloisa, além do barqueiro Nélio | Foto: Divulgação
Quando a 18ª edição do Avistar – Encontro Brasileiro de Observação de Aves abrir as portas no Jardim Botânico de São Paulo, na zona sul da Capital, dois trabalhos produzidos por alunos da Escola Técnica Estadual (Etec) de Itanhaém estarão expostos. Os estudos fazem parte do trabalho de conclusão de curso (TCC) de duas equipes do Ensino Médio integrado ao Técnico em Meio Ambiente, que pesquisaram o guará vermelho e a coruja buraqueira. O evento começa nesta sexta-feira (16) e segue até domingo (18).
As alunas Alice Valerio Anaquim Pinto, Heloisa Ferreira Borges e Gabriela Cândido Bagnolesi foram responsáveis pelo projeto Monitoramento da Ave Guará Vermelho, Eudocimus Ruber, no Município de Itanhaém, que comprovou a presença dos guarás na bacia hidrográfica de Itanhaém durante todo o ano, atestando a qualidade do manguezal, comprovando a qualidade ambiental da área e mandando um recado aos interessados de que o guará vermelho não é uma ave migratória.
“É uma informação capaz de fomentar o turismo de natureza local”, explica Rodrigo Ferraz, professor de geografia (e também fotógrafo) que orientou as duas equipes. Ele se refere ao chamado birdwatching, forma de turismo de observação de aves em seu habitat, muito apreciado por fotógrafos.
Corujas protegidas
A Atualização de Pontos de Conservação das Corujas Buraqueiras, Atheneu Cunicularia, na Área Litorânea de Itanhaém, projeto de Eduarda Mariano Cabral Pereira, Marcella Kaffer Ruhoff de Jesus e Pedro Henrique Pereira dos Santos teve como objetivo mapear as tocas da ave ao longo da orla, propondo a proteção da espécie. “Os alunos criaram uma forma de comunicação visual atrelada à educação ambiental”, conta o professor.
Em Itanhaém, essas aves costumam fazer suas tocas, em geral, na área denominada jundu, aquela vegetação rasteira existente nas praias e restingas da Mata Atlântica, entre a areia e o asfalto. Os alunos criaram um cercamento padrão para proteger as tocas de predadores, acompanhado de placas com informações sobre os cuidados com a ave. A explanação dos projetos está programada para domingo (18), às 15h30.
Serviço
18ª edição do Avistar – Encontro Brasileiro de Observação de Aves
Local: Jardim Botânico de São Paulo
Endereço: Avenida Miguel Stéfano, 3031 – Água Funda – São Paulo – SP
Data: 16, 17 e 18 de maio
Horário: das 9 às 17 horas
Ingressos do Jardim Botânico: R$ 39,90 (inteira) e R$ 19,90 (meia)
Confira fotos do professor Rodrigo Ferraz:



