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Etec de Americana revitaliza área em parceria com a prefeitura

Estudantes do curso técnico de Edificações integrado ao Médio se uniram em projeto que visa dar nova destinação a um terreno da administração municipal, antes usado como depósito de lixo

25 de março de 2019 2:19 pm Etec

Professores e diretora da Etec se reuniram em março com a secretária Kátia Birke (dir.) para fechar parceria| Foto: Divulgação

A Escola Técnica Estadual (Etec) Polivalente de Americana se uniu à Secretaria do Meio Ambiente do município para contribuir com a revitalização de um espaço público na cidade. Conduzido pelos professores Denise Álvares Bittar e Emerson Casagrande com a participação dos alunos do terceiro ano do curso técnico de Edificações integrado ao Médio, o trabalho vai implantar, a princípio, um sistema de captação e reaproveitamento de água e melhorias no calçamento.

A coordenadora da pasta municipal, Katia Birke, fez o convite à Etec após se inteirar da forte vocação da unidade na realização de projetos, que resultam em prêmios em feiras científicas. A parceria se efetivou no início de 2019 para solucionar problemas encontrados na área de mais de 8 mil metros quadrados batizada de Jardim São Roque. O terreno, que estava sendo utilizado como depósito de lixo,  recentemente foi reapropriado pela comunidade local, com ajuda de outras duas escolas.

“A Etec é uma referência em ensino para toda a região. Um fator determinante para parceria foi o comprometimento e a abertura da escola para discussão da temática ambiental”, diz a secretária. “O conhecimento e a experiência da Etec vão trazer ainda mais credibilidade à iniciativa, favorecendo novas parcerias e trabalhos  comunitários.”

Iniciado este ano na disciplina de projeto para o Trabalho de Conclusão de Curso,  o estudo oferece uma oportunidade para os alunos colocarem em prática o aprendizado de sala de aula. As turmas têm o levantamento prévio da área para realizar o projeto arquitetônico das intervenções. A primeira ação prevê a construção de  uma cisterna para armazenar a água da chuva, aproveitando o caimento de um galpão já existente,  e a implantação de  um sistema de irrigação dos jardins de todo o espaço com a água de reuso.

“Os próprios estudantes serão responsáveis pela pesquisa e pelas adaptações necessárias no local”, conta a professora Denise. “A proposta principal do projeto não é a inovação, mas a ação social. Trabalhamos para que o aluno possa atuar na sua comunidade, desvendar os problemas do seu entorno e identificar seu papel social.”

A segunda ação deve ser a renovação da proposta paisagística com calçamento fotoluminescente, que absorve luz durante o dia para iluminar a pista durante a noite, por até oito horas. Para isso, os estudantes atuarão simulando as atividades práticas do técnico em Edificações, com visitas técnicas ao local, medições, constituição de desenhos e montagem.

Além desses projetos, que poderão ser inscritos em feiras com autoria de pequenos grupos, os demais alunos devem ser envolvidos em outras melhorias, ao longo do trabalho. Os alunos também deverão participar de iniciativas envolvendo atividades voluntárias, como arrecadação de recursos para desenvolver as intervenções e participação em ações com a comunidade local. “A proposta é economizar e também contar com a colaboração de parceiros da escola”, diz Denise. “Sempre friso com os alunos que o trabalho voluntário, além de dignificar traz bons frutos, até para quando eles forem para o mercado de trabalho. A iniciativa vale tanto durante a vida estudantil como profissional”.

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