O encontro ocorre de 12 a 15 de novembro na Bahia, reunindo estudantes e professores de todo o País; neste ano, evento conta ainda pesquisadores franceses
À esq, Ana Eliza Lima e, à dir., Karem Narimatsu: fortalecendo conhecimento de plantas medicinais | Foto: Divulgação
Ana Eliza da Silva Lima e Karem Cristine Pirola Narimatsu, professoras da Escola Técnica Estadual (Etec) Sebastiana Augusta de Moraes, de Andradina, participam nesta semana da 10ª edição do Simpósio de Plantas Medicinais do Vale do São Francisco (Plamevasf). O evento começa hoje (12) e vai até sábado (15), em Juazeiro, Bahia. A programação é organizada a cada dois anos pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas de Plantas Medicinais (Neplame) da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf).
Estarão presentes pesquisadores e estudantes de graduação e pós-graduação de todo o Brasil, além de integrantes da comunidade que usa plantas medicinais e medicamentos fitoterápicos.
Resgate do saber popular
Serão quatro dias com cursos, palestras e apresentações de trabalhos científicos em áreas como agronomia, botânica, fitoterapia, farmacologia, tecnologia farmacêutica, controle de qualidade e outras – todas as áreas relacionadas com a pesquisa de plantas medicinais.
“Participar de um simpósio como o Planevasf é fundamental para fortalecer a pesquisa e a extensão, divulgar o conhecimento científico produzido na instituição e promover a troca de experiências com outros profissionais da área”, explica Ana Eliza. A docente lembra a necessidade de resgate permanente do saber popular, seus conhecimentos tradicionais que preservam a cultura local.
A pesquisa de Ana Eliza é resultado de práticas pedagógicas aplicadas no ensino de Biologia e Estudos Avançados em Ciências Naturais e suas Tecnologias (EACNT) para alunos do Ensino Médio integrado técnico em Agropecuária. O objetivo é desenvolver com os estudantes atividades interdisciplinares que promovam um diálogo entre a ciência o uso de tecnologia.
Karem propõe a implantação de hortas medicinais nas escolas como forma de incentivar os alunos a utilizar, conservar e resgatar essa cultura tradicional. Além disso, essas hortas serviriam como laboratório de ensino de forma prática e interdisciplinar.
Neste ano, o Plamevasf será realizado em conjunto com a 5ª edição do France-Brazil Meeting on Natural Products, em que pesquisadores franceses mostram os resultados de pesquisas realizadas em parceria com pesquisadores brasileiros.