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23ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia terá atividades nas Etecs e Fatecs

Programação começa nesta segunda-feira (26), com tema que destaca a participação de meninas e mulheres na ciência, na tecnologia e na inovação

26 de outubro de 2026 8:00 am Tecnologia

Com foco em destacar a participação, o protagonismo e as contribuições de meninas e mulheres na ciência, na tecnologia e na inovação, começa nesta segunda-feira (26) a 23ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT). A programação contará com diversas atividades desenvolvidas nas Etecs e Fatecs, com o tema “Ciência Delas”.

A participação de meninas e mulheres é fundamental para ampliar perspectivas e enriquecer o desenvolvimento de projetos de ciência, tecnologia e inovação. Ao contribuir com ideias e experiências próprias, elas ajudam a transformar desafios reais em soluções que podem fazer diferença na vida das pessoas. Nas Etecs e Fatecs, administradas pelo Centro Paula Souza, são muitos exemplos que ajudam a construir o futuro. 

Na Etec Armando Pannunzio, de Sorocaba, o projeto campeão do concurso Go Up, da jornada educacional promovida pelo British Council em parceria com o Centro Paula Souza (CPS), foi pensado por uma menina e é um dos destaques. A equipe Automax, composta por três alunas e cinco alunos da 2ª série do MTec de Automação Industrial, concorreu com mais de 80 propostas. 

O projeto foi o English for All, que consiste em um painel de acessibilidade com botões táteis e saída de áudio de algumas expressões em inglês, para facilitar a comunicação de pessoas não verbais. As frases iniciais do equipamento são “quero água, estou com fome, preciso ir ao banheiro e preciso de ajuda”.

Segundo a superintendente da unidade, Ana Paula Ribas Oliveira, a jornada conectou língua inglesa, STEM, sustentabilidade e inovação. “Estamos sempre antenados com o que acontece no mundo, aliando assunto atuais com tecnologia, inovação e ciência”, resume.

A estudante Ana Julia Amaral Pedroso, de 17 anos, conta que a ideia é contribuir para a facilitação da comunicação com essas pessoas. “Nosso objetivo era ajudar a diminuir a barreira para que todos possam se comunicar sem dificuldades”, afirmou.

O próximo passo, agora, é o projeto ganhar mais visibilidade,  já que a intenção do grupo é colocá-lo à disposição no mercado em breve. “Reunimos robótica e automação industrial, algo que aprendemos na sala de aula, e transformamos em algo prático e útil no dia a dia de diversas pessoas”, diz a estudante Isis Arantes Silva, de 16 anos.

A aluna Victoria Rafaella Costa da Silva, de 17 anos, também é integrante do grupo e diz que o objetivo é acrescentar novas palavras e símbolos mais lúdicos ao English for All. “Também queremos fazer parcerias com unidades de ensino para que ele seja fornecido dentro das escolas a fim de facilitar o aprendizado”.

A trajetória do English for All mostra como ideias que nascem no ambiente escolar podem se transformar em soluções para desafios concretos. Ao destacar iniciativas como essa, a 23ª SNCT também dá visibilidade à contribuição de meninas e mulheres para a ciência, a tecnologia e a inovação.

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