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Profissionais com ensino superior buscam cursos técnicos para fazer ajustes na carreira

Profissionais Com Ensino Superior Buscam Cursos Técnicos Para Fazer Ajustes Na Carreira
Crédito: Gastão Guedes | Etec de Artes é uma das que têm alunos dispostos a fazer ajustes na carreira

Depois de terminar um curso superior, muitos profissionais buscam cursos de pós-graduação lato sensu, MBAs, ou iniciam seus mestrados e doutorados, de acordo com o que projetaram para suas carreiras. Não são poucos, porém, os que começam um curso técnico para complementar os estudos da universidade ou se aprofundar em uma determinada área de sua formação. Para que se tenha uma ideia, dos 85.503 aprovados no Vestibulinho das Etecs no 1º semestre de 2014, 3.501, ou 4,19%, têm curso superior completo.

Fonoaudiólogo, pós-graduado em musicoterapia, Guilherme Toyogi Tanikazi Barros, de 24 anos, estuda Canto na Etec de Artes. Ouviu falar da qualidade do curso e resolveu conhecer a vida dos profissionais que cantam. “Quero trabalhar com cantores, principalmente na parte de patologias da voz”, afirma. “Fazer o curso técnico é uma forma de complementar meus conhecimentos.”

Estudando na mesma Etec, Willian Sampaio Novais, de 21 anos, considera que seu caminho “correto” seria buscar uma pós ou um mestrado. Ele é formado em música e trabalha com educação de jovens, mas sente deficiências em sua formação. “A primeira falha da faculdade é não realizar prova de proficiência”, afirma. “Você chega sem a necessidade de saber alguma coisa sobre música.”

As aulas de Canto já têm impacto na prática profissional de Willian. “Os exercícios de respiração, impostação vocal e dicção me ajudam muito e eu utilizo isso nas aulas que dou.” Fascinado com o clima da unidade, na qual os jovens parecem mesmo “respirar arte”, ele pretende fazer o curso de Dança para se tornar um artista mais completo.

Concurso

Há outro motivo que pode levar um profissional já graduado a procurar um curso técnico: a valorização dos profissionais que têm esse título. É o caso da bióloga Bárbara Emanuelle Penha Mendes, de 23 anos. Ela nem sequer havia terminado o curso de Ciências Biológicas na Universidade Federal de Alfenas e já estava matriculada no Técnico em Meio Ambiente da Etec Guaracy Silveira, na Capital.

Bárbara conta que notou que alguns concursos na área em que ela gostaria de atuar dão preferência aos técnicos, em detrimento de profissionais de nível superior. “Um conhecido não foi aceito em um concurso de uma grande estatal pelo fato de ser graduado”, conta.

Disposta a atuar em elaboração de relatórios de impacto ambiental, ela tem se dedicado às aulas na Etec, apesar de já estar familiarizada com boa parte do conteúdo que foi dado aos alunos no 1º semestre do curso. “Para quem não tem a experiência que eu tenho, o curso dá o conhecimento necessário. É bastante interessante.”

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