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Professor da Etec de Bebedouro cria aplicativo para rugby em cadeira de rodas

Professor Da Etec De Bebedouro Cria Aplicativo Para Rugby Em Cadeira De Rodas
Scout auxilia na tomada de decisões durante a partida l Foto: Alexandre Urch/MPIX/CPB

Tecnologia e esporte de alto rendimento caminham cada vez mais juntos para melhorar o desempenho de atletas e equipes em diversas modalidades. E foi acompanhando as competições de rugby em cadeira de rodas que ocorrem na quadra da Escola Técnica Estadual (Etec) Prof. Ídio Zucchi, em Bebedouro, na região de Barretos, que o professor Rodrigo Santana desenvolveu o aplicativo Scout para auxiliar a comissão técnica da Seleção Brasileira da categoria a tomar decisões durante uma partida.

O rugby em cadeira de rodas foi criado no Canadá, em meados da década de 1970, por atletas tetraplégicos. Os jogos são disputados em quadra coberta e cada equipe é formada por quatro jogadores e mais oito reservas. A modalidade estreou nos Jogos Paralímpicos em 2000, em Sidney, Austrália, e chamou a atenção da audiência pelo dinamismo e pela grande quantidade de contato físico, características que tornam as disputas muito intensas.

Uma curiosidade neste esporte é que não há separação de gênero: mulheres e homens podem integrar a mesma equipe. Tanto que a Seleção Brasileira é comandada por uma mulher, a técnica Ana Paula Ramkrapes.

 

Tempo real

Ana Paula sentia a necessidade de um software que possibilitasse o acompanhamento em tempo real do andamento do time durante as partidas. Em competições internacionais, ela notou que equipes de ponta, como a Austrália, já usufruíam de tecnologia semelhante, mas muito acima das possibilidades financeiras da equipe brasileira. Durante um campeonato na Etec de Bebedouro, a técnica conversou com Santana, docente do curso técnico de Informática da unidade, sobre a possibilidade de automatizar o acesso da comissão técnica às informações colhidas pelos responsáveis pelas estatísticas da Seleção.

Por meio do Scout, esses profissionais observam a movimentação dos atletas em quadra, as principais jogadas, eficiência ou falhas de posicionamento e de desempenho. As informações são transmitidas para o aplicativo na mesma hora e podem ser acessadas pela comissão técnica pelo celular e outros dispositivos móveis, possibilitando que os jogadores sejam orientados sobre eventuais mudanças estratégicas para vencer a partida.

“Antes, as informações chegavam ao nosso conhecimento depois do jogo, em uma planilha Excel. Só então podíamos analisar o que havia dado certo ou errado no desempenho da equipe”, explica Ana. “Quando precisava fazer alguma alteração durante a disputa, era tudo muito empírico, dependia da nossa intuição. Agora temos uma visão exata, em tempo real, do que está acontecendo.”

 

Medalhistas

O Scout foi utilizado pela primeira vez no Pan Americano da modalidade, disputado em setembro, no Paraguai. O Brasil ficou com a medalha de bronze. O app foi disponibilizado gratuitamente e o objetivo, de acordo com Santana, é que seja utilizado por mais equipes e por outras modalidades. “O esporte é uma forma muito importante de reabilitação e integração de pessoas com deficiência. Por isso fico muito feliz de contribuir com o aprimoramento dos times e atletas”, diz o educador.

 

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