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Fatecs apostam em eSports para promover aprendizado e entretenimento


19 de Junho de 2017

As Faculdades de Tecnologia do Estado (Fatecs) entraram no circuito dos esportes eletrônicos, os chamados eSports ou cibersportes. Além de sediar competições, as unidades organizam times e até ministram cursos para quem quer jogar profissionalmente. As iniciativas servem não só como entretenimento, mas contribuem para melhorar o aprendizado dos estudantes.

A Fatec Garça criou o Fatec Games depois de perceber o interesse de alguns alunos por eSports. A coordenação utilizou o evento para aproximar a instituição da comunidade. “Um campeonato também é uma forma de atrair o pessoal que está em idade de se inscrever no Vestibular e dar informações sobre a faculdade de tecnologia. Para quem já é aluno, é uma forma de melhorar a interação com o resto da comunidade acadêmica”, comenta o professor João Cardia Neto.

As Fatecs Tatuí e São Caetano do Sul também recebem competições. Na primeira, a 7ª edição do Fatec Games foi realizada no início de junho. Na outra, anualmente ocorre o Fatec Games Day.

A Fatec Carapicuíba tem uma equipe de alunos do curso superior tecnológico de Jogos Digitais, com foco em games de luta competitivos. O time ministra cursos gratuitamente na unidade, preparando outros jogadores para campeonatos em nível internacional. Os jogadores da Fatec já participaram do Primeiro Torneio Universitário de eSports (TUeS) e da Liga Universitária de eSports (LUE). 

Campeonatos de eSports existem no mundo todo. Em países como Coreia do Sul, Estados Unidos, China e Suécia, é comum as faculdades criarem equipes para disputar torneios com outras instituições. Nos últimos anos, a área começou a ganhar espaço também no Brasil.

Os ciberjogadores dão preferência a jogos de estratégia em tempo real, luta em primeira pessoa e MOBA (sigla para Multiplayer online battle arena, gênero em que o jogador controla um personagem em uma batalha entre dois times).

Para o coordenador do curso de Jogos Digitais da Fatec Carapicuíba, Álvaro Gabriele, a educação nos games já é uma realidade. “Atualmente, há muitos jogos educacionais e de treinamento para os mais diversos níveis de ensino” afirma. Segundo ele, mesmo jogos focados apenas no entretenimento também podem ser aplicados para contribuir na formação de um aluno. “É possível aprender história com Assassin´s Creed, mitologia grega com God of War, geografia e geologia com Minecraft, entre outros vários exemplos”, enumera.

Jogador profissional

Os eSports têm crescido a ponto de surgir a figura do jogador profissional. João "Marf" Piola, ex-aluno do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas da Fatec Garça, conviveu desde criança com a cultura dos games. Ganhou seu primeiro videogame por volta dos seis anos e nunca parou de jogar. Imaginou como seria viajar pelo mundo para disputar torneios, morar com amigos e ganhar dinheiro fazendo o que gosta. Piola treinou por muito tempo até um dia receber um convite de uma empresa para ingressar em um time profissional.

Atualmente, ele tem um contrato trabalhista com o Team One, equipe do Campeonato Brasileiro de League of Legends, recebe salário mensal e tem registro na carteira de trabalho. “Os games são importantes para o entretenimento e para o aprendizado, desde que não atrapalhem os estudos tradicionais”, acredita. “Eu comecei conciliando os jogos e os estudos e fiz isso por um bom tempo, porém, quando decidi me tornar profissional, percebi que era muito difícil manter os dois”, afirma Piola, que por opção, trancou o curso no último ano para focar no trabalho.

Formação e mercado

A graduação tecnológica de Jogos Digitais das Fatecs é uma oportunidade para atuar com jogos digitais. O curso integra design, criação e informática. No Centro Paula Souza, cinco unidades oferecem as aulas: Americana, Carapicuíba, Lins, Ourinhos e São Caetano do Sul.

A evolução desse mercado é um dos maiores motivadores para a formação. Desde 2008, o número de empresas desenvolvedoras de games no Brasil aumentou 600%, de acordo com a Associação Brasileira dos Desenvolvedores de Jogos Digitais (Abragames). Em 2008, eram cerca de 40 empresas; em 2014, o número se aproximava de 130.

Ser um bom jogador ou gostar de videogames não são os únicos requisitos para se tornar um bom desenvolvedor. Conhecimento em áreas como matemática, física, programação, artes, animação, roteiro e empreendedorismo são necessários para a criação de bons produtos para o mercado.

É possível que pessoas que se interessem por eSports acabem querendo aprender a desenvolver games. É muito importante que quem deseja criar jogos goste de jogar ou pelo menos tenha interesse”, explica o coordenador do curso de Jogos Digitais da Fatec São Caetano do Sul, Alan Carvalho.

Divulgação

Desde 2008, o número de empresas desenvolvedoras de games no Brasil
aumentou 600%, de acordo com a Abragames

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