Governador Geraldo Alckmin recebe professora premiada da Etec agrícola de Franca – CPS – Centro Paula Souza skip to Main Content

Governador Geraldo Alckmin recebe professora premiada da Etec agrícola de Franca

Governador Geraldo Alckmin Recebe Professora Premiada Da Etec Agrícola De Franca
Governador ouve Joana Félix em reunião com Laura Laganá, diretor Sandoval (esq) e secretário-adjunto Valverde | Foto: Ciete Silvério

O governador Geraldo Alckmin recebeu ontem, 25 de outubro, no Palácio dos Bandeirantes, na Capital, o secretário-adjunto de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (SDCTI), Cláudio Valverde, a diretora-superintendente do Centro Paula Souza (CPS), Laura Laganá, o diretor da Escola Técnica Estadual (Etec) Prof. Carmelino Corrêa Junior, de Franca, Cláudio Sandoval, e Joana Félix, professora da unidade agrícola. O objetivo do encontro era conhecer um pouco do trabalho de estímulo à pesquisa desenvolvido por Joana com os estudantes da escola.

“A partir de nosso trabalho de iniciação científica, já registramos 15 patentes e recebemos 60 prêmios nacionais e internacionais”, contou a professora, que é graduada em Química, mestre e doutora pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pós-doutora pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. “Queremos fazer a diferença na Educação Básica despertando o espírito investigativo nos alunos e, assim, reduzindo a evasão escolar.” O governador elogiou a atuação da professora e do diretor Cláudio. “É um belíssimo trabalho”, afirmou.

Assista ao vídeo da visita

Joana, que é também assessora científica da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), trabalha para fomentar o interesse pela pesquisa entre estudantes do Ensino Técnico Integrado ao Médio, Técnico e, mais recentemente, Ensino Médio da Etec. Ela envolve os alunos na busca de soluções para questões locais, como a criação de fertilizantes para a lavoura de café da região ou o uso de resíduos de couro em produtos úteis à sociedade, uma vez que Franca é um polo produtor de calçados.

Além de supervisionar a produção de iniciativas criativas, ela se preocupa em viabilizá-las, articulando a transferência de tecnologia para que os produtos cheguem ao mercado. Este ano, duas estudantes orientadas por ela ganharam o Prêmio CRQ, do Conselho Regional de Química na Categoria Ensino Médio pelo projeto Cimento ósseo a partir da reciclagem de resíduos das indústrias coureira e pesqueira. Foi a terceira vez que alunos orientados por Joana conquistaram o CRQ, um feito inédito na história do prêmio. Os projetos Pele humana para transplantes e testes farmacológicos Fertilizantes organominerais sustentáveis a partir de resíduos sólidos do setor coureiro-calçadista da cidade de Franca já haviam sido reconhecidos pelo CRQ nas edições de 2014 e 2015 respectivamente. Em outubro, resultados do trabalho de Joana com estudantes esteve exposto na exposição Inovanças, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.

 

Infância no curtume

Filha de uma empregada doméstica, Joana nasceu e cresceu em uma casa na área de um curtume de Franca onde seu pai trabalhava. Começou a ler aos 3 anos e meio de idade. “Minha mãe me levava junto no trabalho e eu tinha de ficar quietinha esperando. Então pegava o jornal O Estado de S. Paulo que chegava na casa e, com ajuda da minha mãe, ia circulando as palavras iguais com um lápis de cor que eu ganhei”, conta. “Um dia a patroa da minha mãe, que era diretora de escola, perguntou se eu estava olhando as figurinhas. Eu respondi: eu estou lendo mesmo.”

Recuperada do susto, a diretora conseguiu uma vaga para Joana na escola. “Meu sonho era vestir um jaleco branco, como o químico do curtume”. E conseguiu. Anos depois, aos 14, foi aprovada em Química nos vestibulares das três universidades públicas estaduais paulistas – Unicamp, Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp). Escolheu a Unicamp, onde também fez pós-graduação. Durante o doutorado na universidade, Joana foi convidada para estudar em Harvard. Retornou a Franca quando a mãe adoeceu e acabou se reinstalando na cidade, decidindo prestar concurso para trabalhar como professora na Etec.

 

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