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Etec de Osvaldo Cruz constata que solução clandestina usada em caminhões não reduz poluição atmosférica

Etec De Osvaldo Cruz Constata Que Solução Clandestina Usada Em Caminhões Não Reduz Poluição Atmosférica
Crédito: Divulgação | Alunos analisaram produto usado em veículos, no laboratório da unidade

Um projeto de conclusão de curso de estudantes do curso técnico de Química da Escola Técnica Estadual (Etec) Amim Jundi, em Osvaldo Cruz, revelou que as soluções de ureia clandestinas, usadas em caminhões a diesel para combater a poluição atmosférica, danificam o motor dos veículos e não diminuem a emissão de impurezas no ar.

O trabalho “Ureia na redução da poluição atmosférica” foi desenvolvido pelos alunos Derli Ranieri Costa Dantzger, Larissa Zanoni Andreotti Gimenes, Matheus Venturoso Kawano e Valmir Correia, e ficou em 3º lugar na categoria ensino técnico no Congresso Científico das Faculdades Adamantinenses Integradas em 2014. Também foi apresentado na 8ª Feira de Tecnologia do Centro Paula Souza (Feteps), em outubro do ano passado.

O uso dessa solução química é uma exigência legal do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) para reduzir os níveis de emissões de monóxido de carbono, óxidos de nitrogênio e materiais particulados, entre outros elementos, que prejudicam o meio ambiente e a saúde humana. Desde 2012, os caminhões que saem das fábricas precisam estar equipados com a tecnologia SCR (Redutor Catalítico Seletivo) que necessita da solução de ureia, instalada em um tanque externo do veículo.

Comparação

O grupo comparou diferentes marcas comerciais e clandestinas da solução química à base de ureia usada no tratamento dos gases de veículos a diesel antes que eles saíssem pelo cano de escape.

Segundo a orientadora do projeto, Edelma Alencar Lima Jacob, a análise demonstrou que a solução de ureia caseira, clandestina, perde a eficácia e não elimina o óxido de nitrogênio, gás que forma ozônio e chuva ácida. Os estudantes da Etec produziram em laboratório uma solução similar às marcas comerciais e constaram que a substância deve ser feita por profissionais, não em laboratório caseiros, para obter os efeitos desejados.

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