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Etec de Marília cria trituradora para reciclar lâmpadas fluorescentes

Etec De Marília Cria Trituradora  Para Reciclar Lâmpadas Fluorescentes
Crédito: Divulgação | Proposta dos alunos da Etec visa dar destino adequado às lâmpadas fluorescentes e seus componentes

Alunos da Escola Técnica Estadual (Etec) Antonio Devisate, de Marília, se debruçaram sobre um dos problemas ambientais do nosso tempo que ainda não tem uma solução barata e acessível: a reciclagem de lâmpadas fluorescentes e seus componentes. Hoje, dar um destino adequado a esses materiais custa caro.

O trabalho de conclusão de curso de um grupo de estudante do curso técnico de Logística é interessante porque o tema não é tão conhecido e a solução encontrada, a construção de uma trituradora, foi desenvolvida com materiais bastante simples. “Queríamos aliar meio ambiente à logística reversa”, conta Lígia Tamyris dos Santos, de 19 anos, uma das integrantes do grupo.

A ideia da logística reversa é fazer o transporte de algo “ao contrário”, ou seja, do cliente para a indústria. É um tema complexo, que envolve diversas possibilidade, mas, neste caso, refere-se a dar um destino ambientalmente adequado para um produto que já foi usado e que tem componentes tóxicos.

A trituradora criada pelos estudantes é simples e foi feita com a ajuda do professor Moacir José da Costa, que é engenheiro e leciona no curso de Logística da Etec. “É um equipamento extremamente barato, feito com peças do cotidiano”, conta Costa. Foram utilizados um aspirador de pó usado, um motor e um tambor doados, uma máscara respiratória, filtro de carvão ativado comum.
Ousadia

Uma trituradora custa entre R$ 7 mil e R$ 8 mil. Pelos cálculos de Costa, a tecnologia dos alunos sai pela metade do preço. “Foi uma ideia bastante criativa”, diz o engenheiro. “Mas ainda precisamos de uma análise.” Ele se refere ao fato de que é preciso ter certeza de que o filtro está funcionando e retendo o mercúrio, um dos componentes perigosos dessas lâmpadas. O grupo de alunos está buscando alguém que faça esse trabalho para verificar os resultados do uso do equipamento.

Mesmo assim, a orientadora do projeto, Luciana Cristina Leite, está bastante satisfeita com o que os estudantes já desenvolveram. “Foi algo surpreendente, que os alunos tiveram receio de não conseguir executar”, lembra. “Mas eles se desafiaram e fizeram.” Para ela, este é o trabalho de conclusão de curso mais ousado que o curso de Logística da Etec de Marília já produziu.

Também participaram do projeto Adriano de Carvalho, Carmen Lucia Antunes Macedo, Daiane Cristina Baptista, Elaine Matos Oliveira Silva, Luiz Carlos Batista de Godoy e Patrícia Gonçalves Souza Pires.

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