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Estudantes do CPS lançam app para facilitar encontro entre ONGs e doadores

Estudantes Do CPS Lançam App Para Facilitar Encontro Entre ONGs E Doadores
App criado por alunos da Etec e Fatec de São Caetano do Sul foi lançado no Google Campus em outubro | Foto: Divulgação

Ajudar instituições que necessitam de donativos a encontrar doadores é a principal função do aplicativo Walp, criado por alunos da Escola Técnica Estadual (Etec) Jorge Street, de São Caetano do Sul. Lançado em outubro para dispositivos Android, o app em breve deve ganhar também versão para iPhone.

Idealizado durante a edição de 2016 do programa StartUp in School, parceria do Centro Paula Souza (CPS) com o Google e a consultoria Ideias de Futuro, o projeto agora encurta o caminho entre Organizações Não-Governamentais (ONGs) e potenciais doadores.

O funcionamento é bem simples. Após o download, o usuário tem acesso às instituições mais próximas de sua casa por meio de um dispositivo de geolocalização. Também é possível fazer uma busca por tipo de atendimento – se a entidade cuida de idosos ou atende crianças, por exemplo.

Com a relação das ONGs em mãos, é possível obter uma relação das necessidades de cada associação e assinalar a doação de itens, como alimentos e produtos de higiene. É necessário que o doador realize a entrega pessoalmente.

Nasce uma ideia

“A ideia surgiu quando quis contribuir com uma ONG e precisei pesquisar”, conta o estudante Pedro Rezende. “Nesse momento, concluí que se existisse um aplicativo reunindo as instituições seria muito mais fácil. Acabei criando um produto que eu mesmo utilizaria.”

Atualmente, 14 ONGs, todas de São Caetano do Sul, estão cadastradas no sistema. Elas foram contatadas uma a uma e são parceiras do Walp no processo de melhorias do app. A expectativa é que esse número cresça, por meio de sugestões de usuários e por interesse espontâneo das organizações, e se expanda para outras regiões do Estado. O uso é totalmente gratuito.

No futuro, os autores do projeto também planejam incluir a possibilidade de fazer a doação em dinheiro. Além de oferecer uma opção para o voluntário, que não teria de se deslocar até a instituição escolhida, contribuiria para a manutenção do app.

Também está em desenvolvimento um mecanismo para aproximar ainda mais as instituições dos doadores, que ficariam sabendo dos resultados das ações da ONG para a qual escolheram doar. 

De alunos a empresários

Além de um aplicativo, o Walp se tornou uma startup, levando os estudantes ao universo do mercado de aplicativos e ao mundo do trabalho. Essa visão mais séria, que transcende a do projeto escolar, surgiu durante a mentoria da Ideias de Futuro, após a premiação na categoria Inovação.

“A nossa visão do projeto se manteve, mas mudou tudo no nosso desenvolvimento, na parte jurídica, marketing, administração e programação”, diz Pedro.

Algumas substituições na equipe foram feitas e hoje o grupo é dividido por tarefas, de acordo com as habilidades dos alunos, que são dos cursos técnicos de Administração e Informática da Etec, e de Análise e Desenvolvimento de Sistemas da Faculdade de Tecnologia (Fatec) São Caetano do Sul. A equipe é formada por Pedro Rezende, Fernanda Muller, Jamille Veronezi, Naomi Banno, Lucas Rezende e Vanessa Romero.

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