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Alunos de Etec de Americana criam sistema digital para vacinação

Alunos De Etec De Americana Criam  Sistema Digital Para Vacinação
Crédito: Divulgação | Técnicos em Informática querem ajudar outras pessoas por meio da tecnologia

Tetravalente, BCG, hepatite, febre amarela, tríplice viral. Todas essas vacinas ficam registradas em um pedaço de papel que o usuário deve guardar por toda a vida para ter controle da medicação que tomou. Para facilitar esse monitoramento importante para a saúde de toda a população, os técnicos em Informática Gustavo Baculi Benato e Raíssa Versolatto Faccioli, da Escola Técnica Estadual (Etec) Polivalente, de Americana, idealizaram o Vitae, um software para centralizar as carteirinhas de vacinação.

Além de substituir a cartela na qual são feitas as marcações de controle, o programa vai facilitar o momento da triagem nos postos de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e de outras clínicas que optem por usar o software. Quando o paciente fizer o pedido para tomar a vacina, tudo será registrado no Vitae: nome da medicação, dose, data, se é necessária uma nova aplicação. O cadastro do usuário também vai incluir seu histórico de imunização, permitindo que ele tenha total conhecimento sobre a condição de se sua saúde.

“Hoje não existe um sistema no País que unifique isso, que melhore a administração do posto de saúde, otimizando tempo”, conta Gustavo. Segundo o aluno, o trabalho dos profissionais da área também será facilitado pela informatização, já que não será preciso transportar papéis ou fazer anotações manuais. Basta que o usuário seja cadastrado no sistema.

Facilidade

Para o paciente, a promessa é de mais facilidade. Um aplicativo mobile vai reunir as informações atualizadas em tempo real após a vacinação. Dessa forma, ele também receberá alertas sobre a necessidade de novas doses e não precisará mais se preocupar em encontrar sua carteirinha toda vez que for ao posto médico. Caberá à equipe que desenvolve o projeto manter o aplicativo atualizado sobre o calendário de vacinas e as mudanças de nomenclatura das medicações, por exemplo. Os ajustes no código de programação, criado pelos jovens com os conhecimentos obtidos no curso, estão em andamento.

Os ex-alunos se formaram em 2016, mais ainda frequentam a Etec de Americana e mantém contato com seus orientadores. “A relevância do projeto é extrema e se eles tiverem oportunidade de aplicá-lo como idealizam, será um grande ganho para a sociedade”, diz Gislaine Gilbina Araújo, professora que apoia os estudantes.

Gustavo e Raíssa estão se esforçando para levar o trabalho o mais longe possível, com participações em feiras de ciência e tecnologia. Em março, conquistaram o quarto lugar na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia da USP (Febrace). Também já deram entrada no processo de registro de software, para que o modelo não seja copiado.

Paixão pela tecnologia

A possibilidade de dar um sentido social ao aprendizado de informática mudou o destino dos dois jovens. Gustavo era apaixonado por Educação Física e Raíssa queria fazer faculdade de Letras. Os dois foram aprovados na Universidade de São Paulo (USP).  Depois de criarem o Vitae, porém, eles enxergaram a possibilidade de usar seu conhecimento para ajudar as pessoas, especialmente as que necessitam do Sistema Público de Saúde. “Idealizamos o software para o SUS, visando algo social, mas pode ser facilmente instalado em clinicas de vacinação. É um banco de dados em uma nuvem”, explica Gustavo.

Os estudantes desistiram de suas metas originais e atualmente cursam Análise e Desenvolvimento de Sistemas. Eles pretendem se unir em uma empresa para dar continuidade ao projeto.

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