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Alunos da Fatec Osasco desenvolvem projetos para melhorar transporte público

Alunos Da Fatec Osasco Desenvolvem Projetos Para Melhorar Transporte Público
Crédito: Divulgação | Jéssica Cruz e William Avancini, desenvolvedores do aplicativo que verifica o volume de passageiros dentro de um coletivo

Dois trabalhos de alunos da Faculdade de Tecnologia do Estado (Fatec) Prefeito Hirant Sanazar, de Osasco, pretendem melhorar a qualidade de vida dos usuários do transporte coletivo da cidade. Trata-se de um software de monitoramento em paradas de ônibus e de um aplicativo que verifica o volume de passageiros no veículo. Ambos já foram apresentados à administração municipal para que se viabilize sua aplicação.

Desenvolvido ao longo de dois anos por William Avancini e Jéssica Cruz, que recém-concluíram a graduação tecnológica de Redes de Computadores, o aplicativo para identificar a quantidade de passageiros em um ônibus surgiu de proposta feita pelo professor de Banco de Dados, Fábio Brussolo, de busca de soluções para o transporte público. O trabalho da dupla afere a condição de ocupação do próximo veículo – vazio, parcial ou lotado – ou em porcentagem – 0 – 50%, de 50% a 90% e de 90% a 100%. Com isso, o usuário pode escolher entre tempo de espera ou conforto na viagem a partir de parâmetros objetivos. Pesquisa dos alunos indicou que a tecnologia é inédita em aplicativos.

”A melhora contínua da qualidade do sistema de transporte coletivo é uma iniciativa importante para reduzir o caos criado pela superpopulação dos grandes centros urbanos e o custo público de manutenção de vias”, afirma o orientador do projeto e professor de Linguagem para Programas de Ambiente de Redes II, da Fatec Osasco, Alexandre Di Primio.

O conceito foi apresentado a Roberto Sekiya, titular da Subsecretaria de Empreendedorismo e da Micro e Pequena Empresa de São Paulo, órgão ligado à Secretaria estadual de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, que indicou empresas do ramo de transporte para o prosseguimento da proposta.  As negociações com a Prefeitura de Osasco também caminham e a dupla de estudantes espera em breve colher frutos de uma parceria.

Enquanto isso, os jovens trabalham no registro da patente e buscam uma aceleradora para criar uma startup do projeto. “Estamos em fase de pesquisas na Anatel para viabilizar a autorização necessária para uso da frequência para o tráfego de nossos dados pelo nosso dispositivo. Também estamos em andamento com melhorias nos sensores e na disponibilização da informação”, conta William.

Sistema inteligente

O segundo projeto, o SVI Online, dos alunos Reginaldo Costa e Julia Pedrosa, ambos do sexto semestre do curso de Redes de Computadores, propõe que os pontos de ônibus tenham um terminal com um tipo de totem com o qual o usuário possa interagir em busca de informações sobre horários, problemas na via e trajetos. A abrangência é toda a cidade de Osasco.

O projeto inclui o monitoramento 24 horas pelas câmeras instaladas nos pontos por meio de um sistema de circuito fechado de televisão (também conhecido pela sigla CFTV) na rede implantada, visando melhorar a segurança. Está prevista ainda a supervisão de componentes de rede por meio da operadora de transporte e contato por voz ou vídeo direto com a central prestadora. Todos os serviços são disponibilizados sem que seja necessária a utilização de smartphone próprio, o que minimiza os riscos à segurança do usuário.

De acordo com Júlia, o trabalho foi finalizado em quatro meses. “Focamos no bem-estar e visibilidade do passageiro, que muitas vezes se sente ignorado. Identificamos que grande parte da insatisfação é decorrente da falta de comunicação do usuário com a reguladora e aproveitamos a oportunidade para melhorar essa experiência”, destaca.

Em abril do ano passado, os estudantes apresentaram o conceito ao presidente da Companhia Municipal de Transportes de Osasco (CMTO), Paulo Arnoni. A conversa foi essencial para os alunos e caminha para a implantação de um projeto-piloto do software no município. “Conseguimos uma visão mais ampla, agora com os dois lados da moeda: o usuário e o provedor dos serviços de transporte”, diz a aluna Júlia.

“Estamos em processo de aperfeiçoamento para atender também deficientes visuais. Em breve, apresentaremos a ideia na Feira Tecnológica do Centro Paula Souza (Feteps) para conhecimento do público em geral.” Segundo Reginaldo, os próximos passos incluem a busca de parcerias com outras cidades.

Para o professor Brussolo, os dois projetos são extremamente valiosos para a mobilidade. “O poder de decisão fica disponível tanto para a sociedade quanto para o poder público. No caso do projeto do Willian e da Jéssica, a decisão fica com o usuário do transporte coletivo. Já o projeto do Reginaldo e da Julia, monta uma estrutura flexível para o poder público. Os projetos podem ser trabalhados em conjunto”, conclui.

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