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Alunos da Etec Bento Quirino criam gerador de cloro para tratar água de cisternas

Alunos Da Etec Bento Quirino Criam Gerador  De Cloro Para Tratar água De Cisternas
Crédito: Arquivo Pessoal | Equipamento pode ser acoplado à caixa d’água

Estudantes da Escola Técnica Estadual (Etec) Bento Quirino, de Campinas, projetaram um sistema barato e eficiente para desinfetar a água de cisternas para populações de baixa renda do semiárido. O projeto conquistou o quinto lugar na última edição do Benchmarking Junior, realizado na Capital, em junho.

Os alunos do terceiro ano do curso técnico de Eletrônica integrado ao Ensino Médio, Beatriz Ruscetto da Silva, Matheus Henrique Cezar da Silva e Gabriel Gertrudes Trindade, são os autores da iniciativa, que será apresentada no fim deste ano como Trabalho de Conclusão de Curso.

A princípio, os estudantes pretendiam aplicar o conceito, que reúne noções de química e física, para o tratamento de piscinas residenciais, mas a vontade de fazer algo socialmente importante falou mais alto. Pesquisando sobre as políticas públicas de fornecimento de água, eles concluíram que seria útil encontrar uma forma econômica de tratar os reservatórios das populações de regiões que enfrentam grandes secas e recebem água para armazenamento durante os períodos de estiagem. “As pessoas recebem esse auxílio, mas há falhas no tratamento microbiológico da água”, diz Beatriz.

Com o uso de materiais baratos e peças eletrônicas simples, eles criaram um equipamento que permite a geração de cloro por meio de eletrólise, um processo que transforma sal e água em cloro a partir de um estímulo elétrico, que dissocia as partículas de sódio e cloro. A energia necessária ao funcionamento desse dispositivo é obtida por um gerador solar. Isso significa que regiões carentes, sem energia elétrica, também poderiam se beneficiar do projeto. O equipamento pode ser acoplado às cisternas e é portátil.

Políticas públicas

“A vantagem desse sistema é que precisamos usar o gás cloro em sua forma pura, em pouca quantidade, adicionado nos reservatórios em forma de borbulhas”, explica Matheus. “E a geração dessa substância no equipamento é muito grande.” Para cada 15 litros de água, bastam 5,5 kg de cloreto de sódio, mais conhecido como sal de cozinha, para gerar a reação. Com a produção obtida é possível tratar
até 16 mil litros de água.

Até o momento, para a confecção do protótipo e pesquisas, o grupo gastou cerca de R$ 850 reais. “Nós estimamos que, em larga escala, esse valor caia bastante. A ideia é permitir que esse processo possa ser usado em políticas públicas”, diz Beatriz.

O próximo passo do projeto é instalar um novo dispositivo eletrônico nas cisternas para medição do cloro. O equipamento permite que a produção da substância seja interrompida quando ultrapassar a quantidade aceitável para consumo humano. O protótipo será apresentado na 10ª Feira Tecnológica do Centro Paula Souza (Feteps), em outubro.

Alunos da Etec Bento Quirino criam gerador de cloro para tratar água de cisternas

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